Como? Explicação para Loiras Naturais (por Rafael Queiroga) Não
entendeu? O Z.É. é uma apresentação de Improvisação feita toda a semana por um elenco fixo: Fernando Caruso, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga. Além deles, a cada semana, ou seja, sete dias, contamos com as ilustres presenças de um convidado Diretor de teatro, e outro (não, não é outro diretor, é outro convidado) convidado Ator. Quando ficar tudo escuro, não é apagão (permaneça na sua cadeira e não corra, passa rápido), é sinal de que o Z.É. vai começar... PRIMEIRA PARTE: O ESQUETE Um, apenas um... Não são dois, nem três, muito menos quatro; nenhum também está fora de questão, então preste atenção: Apenas um esquete será apresentado, por todo o elenco e o ator convidado, para que este (“este”, se refere ao ator convidado) atue no papel principal, dando à platéia uma palhinha de seu trabalho. O esquete é sempre de humor, o que significa que você deve rir no final, ou pelo menos finja, não espere até sábado para entender a graça e acabar rindo sozinho(a) no meio da rua... (Aplausos também são bem-vindos) Assim que você tiver rido do esquete, entrará no palco o Diretor (Não, não é o Caruso, lembre-se que ele acabou de sair de cena e seria humanamente impossível cruzar com ele mesmo. É, é humanamente impossível, pare de pensar na hipótese) convidado, durante um curto espaço de tempo, ele falará sobre sua carreira e sobre o que ele está fazendo ali (ele vai se atrapalhar, nem a gente sabe o que ele está fazendo ali...), mas tudo isso é apenas uma enrolação para que o palco seja arrumada para a: SEGUNDA PARTE O Diretor (pode deixar, eu sei que você não está pensando no Caruso, agora), dará uma aula de improvisação para o elenco e o ator convidado. Mesmo que você sinta vontade de fazer o exercício, se vire com esse sentimento e guarde com você essa vontade, faça-o em casa, trancado em algum lugar que ninguém te veja, é sério... Esta aula é totalmente inédita e desconhecida para os atores que dela participarão. A aula dura entre 15 e 20 minutos e trazem à platéia a noção de como funcionam aulas de improvisação normais. E depois da segunda parte? Vem...vem.... vem o quê? Vem a.... TERCEIRA PARTE!!! ISSO!!!! A terceira e última parte, é constituída (não vou perder meu tempo explicando o que é “constituída”, procure num dicionário) por jogos diretos de improvisação, ou seja, pequenos exercícios de desafio e disputa entre os atores, que tem o Diretor (acho que não preciso completar, né?) como juiz. Neste jogo a platéia tem participação ativa nas idéias de personagens, lugares e situações para as cenas a serem apresentadas. Ficar parado sem dar idéias, não ajuda o processo de evolução (Darwin se revirou no caixão agora) da apresentação, por isso fale. Apenas tome cuidado para não proferir (dicionário) pérolas como: “A VIAGEM DA LULA GIGANTE”, pois ela não se encaixa (nem com boa vontade) em nenhum dos temas pedidos. Assim que o último Jogo (DESAFIO) acabar, a apresentação também acaba. Nesta hora, são de costume os seguintes tipo de comportamento: .Aplaudir; Após escolher uma das opções acima (e que pelo AMOR DE DEUS não seja a última), deixe o teatro e vá para o lugar que melhor lhe apetecer... Ah, e não se esqueça, volte na semana seguinte. Espero que as loiras não tenham se ofendido com o nome da explicação, já que esta é destinada não só a elas, mas a todos com atraso mental e dificuldade de percepção das coisas. Lembramos também que, para livrar-nos de qualquer tipo de processo, esta parte foi toda escrita com total consentimento do único integrante loiro do Z.É., que atende pelo nome de Gregório Duvivier. Obs: Ele também dá as suas de atrasado de vez em quando. |