Porquê? parte II (e você achando que já estava longo antes...) Tempos depois, marquei uma reunião com o Rafael Queiroga e Gregório Duvivier (dois infelizes que eu catei na sarjeta e devem tudo que são a mim), ambos crias do Tablado como eu, para montarmos uma peça com nossos esquetes preferidos já montados, num espaço que minha queridíssima amiga Flávia Tápias havia me arranjado pauta para dali há uns 6 meses. (Puxa, taí uma frase longa). Começamos a reunião escolhendo os esquetes, buscando uma chance de montar algo com o nosso tipo de humor (muito influenciado por Monty Python) – um tipo de humor não tínhamos a oportunidade de fazer nem de ver em outros lugares. Ficamos de blábláblá até às três da manhã, quando, indo comer no Bobs, alguém falou “a gente podia esquecer tudo isso e fazer um negócio que nem Whose Line Is It, Anyway? (programa de improvisação que passa na Sony)” e eu falei “Carácoles! Eu já tenho um projeto pra isso” (falei, mas provavelmente sem o carácoles, que eu não falo desde os 7 anos. Aliás não sei porque... eu gostava muito de falar carácoles...). Reiniciamos a reunião, eu carreguei meu caderno para a Lanchonete, mostrei o projeto pra eles e dei as folhas para o Rafael Queiroga (que em seguida as queimou como se de um crime fossem provas) para que ele batesse o projeto definitivo. Escolhemos os jogos, e começamos a treinar. |